sábado, 7 de junho de 2008

FORA ANA JULIA TRAIDORA , FORA PUTY BONECO DE HARVAD

Governo Ana Júlia: campanha contra os trabalhadores de educação.
Que o PT de hoje não é mais o mesmo de 28 anos atrás isso é um fato. Que é corrupto e burocrático também não é novidade. Mas que faz ataques diretos aos sindicatos usando a mídia, isso é novidade, pelo menos pra mim. A mídia burguesa sempre fez o trabalho sujo dos governos capitalistas na tentativa de desmoralizar os sindicatos e movimentos sociais, taxando sempre como baderneiros, antidemocráticos, etc., mas a propaganda oficial do governo ter abertamente esse caráter é a primeira vez que vejo. Posso até estar errado, talvez pela juventude, mas penso que casos assim somente na ditadura militar aconteciam. Se nos governo Almir-Jatene e nos anteriores aconteciam, permitam-me está errado, não lembro, não por conveniência, mas porque no primeiro ano de mandato do governo Almir tinha apenas nove anos de idade, e isso dificulta lembrar coisas do tipo.
Mas atualmente é divulgado na propaganda oficial do Estado ataques diretos aos Trabalhadores de Educação do Pará. Em clara campanha para desmoralizar a luta dos trabalhadores, e pior cumprindo um serviço reacionário no Estado do Pará tentando jogar a opinião pública contra a luta dos trabalhadores de educação. Foi vinculado na propaganda de rádio e televisão primeiramente que as aulas estariam retornando, tendo o sindicato em sua assembléia anterior decidiu, mesmo sob pena de pagar multa pelos dias de greve, manter a mobilização e continuar na greve. Em clara tentativa de jogar primeiramente os estudantes contra seus professores e técnico-administrativos. A UBES também faz parte desse jogo sujo para a desmobilização dos estudantes e criminalização do SINTEPP e da greve. Além de entrar com pedido de abusividade da greve na Justiça para usar esse fato como barganha frente aos trabalhadores, em uma tática clara de desmonte da greve. Sem contar os petistas da base dos sindicatos, derrotados e desmoralizados em todas as assembléias, que tentam defender o governo contra a categoria.
O secretário da casa Civil Cláudio Puty se recusou em passar por escrito o acordo que o governo diz na mídia que realizará com os servidores públicos, sob que alegação? Parece até piada. “A partir daqui o governo lava a mãos”. Quase dois anos se passaram e esse governo não fez nada para os trabalhadores, com que as sujou? Só se foi com seus acordos com partidos corruptos, como o PMDB da família Jader Barbalho e Renan Calheiros. Quanto aos serviços públicos quantificou, mas não qualificou nenhum. É bom lembrar que só foram abertos os concursos públicos para diversos serviços públicos por pressão do ministério público, já que faziam mais de 10 anos que não havia concursos públicos para vários cargos no Estado do Pará e número de contratados é muito grande.
O sindicato dos professores está sob intenso ataque seja da propaganda oficial do governo, seja pela ação da imprensa. E isso é feito sob um governo que se auto-intitulou democrático e popular e vem sinalizando que não irá mais negociar com os servidores em greve, como se já não bastasse às propostas absurdas feitas pelo governo e a ação direta da polícia militar ao reprimir as manifestações dos professores.
Isso apenas demonstra ainda mais como o PT e a base governista deixou os compromissos com os trabalhadores, além de espancar dezenas de professores o governo Ana Júlia busca desmoralizar o SINTEPP frente a sociedade paraense, mas para azar da governadora, a sociedade paraense conhece o estado que se encontra a educação no Pará e considera legitima a greve dos docentes pois reconhece os trabalhadores em educação a categoria mais penalizada no Estado do Pará e no Brasil.
Atacando dessa forma os trabalhadores em educação Ana Júlia nem de longe consegue destruir o sindicato,ao contrario, tempera na luta e renova as forças do sindicato. Digo renova porque o apoio dos recém aprovados no concurso público é quase ou unânime, compreendem como sua luta também e certamente estarão jogando toda sua disposição a serviço da luta dos trabalhadores de educação nas próximas lutas, renovando assim a força do sindicato. Se há dois anos atrás apontávamos que o governo do PT, tanto federal quanto estadual, estavam na trincheira dos possuidores, latifundiários, do capital financeiro e do imperialismo, hoje os trabalhadores observam como era verdade quando dizíamos que Ana Júlia era igual a Almir Gabriel e que o PT tinha o mesmo projeto do PSDB.Armando Barbosa Partido Socialismo e Liberdade-PSOL Movimento Esquerda Socialista-MES

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A proposta do ELAC não ajuda a luta dos trabalhadores e dos povos latino-americanosNós, que assinamos esta declaração, já manifestamos em várias oportunidades que consideramos um erro da direção que hoje hegemoniza a CONLUTAS a iniciativa de realizar, após o Congresso da entidade (julho de 2008), uma reunião de sindicalistas latino-americanos, denominada Encontro Latino Americano e do Caribe (ELAC).A forma como foi concebido e convocado esse evento não possibilita que qualquer passo para somar forças e avançar na direção da necesária unificação da vanguarda sindical brasileira seja dado. Acreditamos que este Encontro está muito distante de ajudar na organização da luta dos trabalhadores e povos latino-americanos e, pelo contrário, põe a CONLUTAS do lado de setores que, em nome da pureza socialista, fazem o jogo de interesses da direita.Isto porque os objetivos que o PSTU (corrente que tem maioria no CONLUTAS) tem proposto ao ELAC vão na contramão dos processos mais avançados das lutas e dos movimentos antiimperialistas que ocorrem na América Latina.Desde o fim dos anos 1990, nosso continente inquietou-se com as lutas populares, democráticas e antiimperialistas que fizeram retroceder a política do de dominação que pretendia impôr a ALCA. Nos países onde a luta foi mais aguda, surgiram novos governos que se contrapõem ao Imperialismo e que romperam com a agenda neoliberal; na Bolívia, no Equador e na Venezuela avançou-se com processos de novas Assembléias Constituintes e nacionalizações de empresas. A única orientação possível para os trabalhadores é a de estar do lado dos governos para resistir aos ataques sistemáticos que fazem a direita e o imperialismo, buscando desgastá-los e derrubá-los e apoiar suas medidas progressivas, mantendo a independência e demonstrando quando existem incoerências.Mas para os organizadores, segundo a primeira declaração do ELAC, a política é outra. Todos os governos da América Latina estão a serviço do imperialismo. Dizem que “todos os países estão submetidos ao imperialismo” sem ver as gritantes diferenças que existem entre os processos venezuelano, boliviano e equatoriano e os demais. Pretendem fazer do ELAC uma “coordenação dos trabalhadores latino-americanos, que lute contra as políticas neoliberais do imperialismo no continente”, mas ignoram os enfrentamentos reais que ocorrem na América Latina e que tem colocado de um lado o imperialismo, as classes dominantes, os governos lacaios e de outro estes governos particualrmente o da Venezuela especialemente, quando tomam medidas de nacionalizações.Foi assim quando Chávez não renovou a concessão da televisão RCTV (a Rede Globo Venezuelana) , cúmplice da direita e do golpe de Estado organizado pelos EUA em 2002, avançando na nacionalização dos meios de comunicação. Nesta oportunidade uma campanha internacional foi organizada para denunciar a não renovação e a Rede Globo brasileira foi o instrumento local desta campanha. O PSTU esteve do mesmo lado que a Rede Globo, contra a medida de Chávez. A CONLUTAS não se pronunciou sobre este fato de enorme importância, ou seja, seu silêncio seguiu os passos da reação.Na campanha do Referendo para aprovar a nova Constituição Venezuelana, um novo movimento contrário foi desencadeado pela direita e o imperialismo. O PSTU, mais uma vez, fez parte da posição reacionária. Apoiou as mobilizações dos estudantes direitistas, considerando- o um movimento democrático por princípio. Este fato foi tão grave que o renomado intelectual James Petras, que apoiou o PSTU por muito tempo e esteve na fundação da CONLUTAS, rompeu publicamente e denunciou o apoio financeiro da direita aos estudantes venezuelanos.A justificativa para esta política pode ser econtrada na primeira convocatória para o ELAC, redigida pelo PSTU. Nela é sustentado o argumento de que o governo Chávez, cada vez mais, enfrenta e reprime os trabalhadores. Essa afirmação é feita quando ocorreu a nacionalização da SIDOR, em 1º de maio de 2008, uma das maiores siderúrgicas da América Latiana (que tem capitais argentinos, italianos e, inclusive, brasileiros através da USIMINAS). Os venezuelanos comemoraram uma vitória histórica sobre o capital internacional, alcançada graças à luta dos trabalhadores e a política adotada pelo governo Chávez. Toda imprensa internacional combateu, com todo o rancor e o ódio de classes que lhe são típicos, esta nacionalização feita pelo governo Chávez.A única posição correta que os trabalhadores brasileiros podem adotar é a de apoiar o processo de nacionalização da SIDOR, e a forma como estão levando o processo adiante os trabalhadores sidorianos e o governo bolivariano. Da mesma forma, temos que apoiar as nacionalizações que acontecem na Venezuela, na Bolívia e no Equador, que é o oposto do que ocorre nosso país onde, infelizmente, se aprofunda a desnacionalização sem que os trabalhadores e o povo possam impedir.Na política não existe o vazio! Quando nosso continente vive uma luta política acirrada é impossível não ter lado. Quem não se posiciona frente às lutas concretas contra o imperialismo, termina caindo do lado oposto, como tem acontecido com o PSTU. Quem não se pronuncia nestas lutas cruciais e formula generalidades para marcar posição, como a nacionalização sem indenização ou o não pagamento da dívida, e pretende que essas sejam palavras de ordem para coordenar a luta na América, termina fazendo o coro com a burguesia.Além destas diferenças substanciais sobre a situação latino-americana temos diferenças sobre o papel da CONLUTAS. A CONLUTAS, no nosso entendimento, é um instrumento amplo e de massas e não de um único partido. A realização do encontro internacional da LIT (organização internacional do PSTU) dois dias depois do ELAC, na mesma cidade, demonstra exatamente essa política de transformar instrumentos legítimos de amplos setores em aparato a serviço da política de um partido que, como temos visto, caracteriza- se por ser contra o processo bolivariano. Não aceitamos um encontro cuja essência é por-se contra o processo bolivariano, posicionando- se objetivamente do lado da reação e do imperialismo. A política do CONLUTAS de criar uma pseudo-unidade internacional pode mesmo é estar criando uma precoce divisão nacional. O ELAC é uma imposição inoportuna diante de um momento tão importante que estamos vivenciando na CONLUTAS, que deveria e poderia sair mais fortalecida de seu I Congresso Nacional, não se desviando de sua tarefa principal que é buscar construir a reorganização do movimento sindical brasileiro e aproveitar os ventos favoráveis que se abrem na unidade com a INTERSINDICAL.Estas são as razões pelas quais nos pronunciamos contra o Encontro tal como tem sido concebido e como está sendo executado.AssinamMTL, Poder Popular (PSOL), MAS(CCLCP), MES(PSOL) MES/Coordenação dos educadores Socialistas do sul e Sudeste do Pará-(CDESSS/PA)

SOBRE 68

ARTIGO

1968: O ano revolucionário


Costuma-se identificar “1968” só, ou principalmente, com o maio francês. É esquecer a amplidão não só européia, mas mundial, que tiveram os acontecimentos desse ano, que mudaram o curso da história contemporânea.

A rebelião de 1968 debutou, em janeiro, com a "ofensiva Tet" do Vietcong, que acuou no Vietnã as tropas invasoras ianques, dando-lhes um golpe decisivo, em que pese seu enorme custo em vidas e o fracasso de seus objetivos imediatos. O seu impacto foi enorme, em todo o mundo, mas particularmente nos EUA, onde o movimento contra a guerra crescia sem parar, em especial nas universidades. Em abril, o massacre de mulheres e crianças (mais de 500) no povoado de My Lai provocou uma comoção internacional. Os EUA foram postos na defensiva, o presidente Lyndon Johnson teve que renunciar à intenção de obter um segundo mandato. E o regime político norte-americano foi sacudido nesse mesmo ano com dois assassinatos políticos: o de Martin Luther King, em abril, e o de Robert Kennedy pouco tempo depois.

Em maio, explodiu a rebelião estudantil na França, que se desdobraria numa impressionante greve geral dos trabalhadores, com ocupação de inúmeras fábricas e locais de trabalho. Em agosto, o centro dos acontecimentos se deslocou violentamente para Europa do Leste. Cinco mil tanques russos, acompanhando 200 mil soldados invadiram a Tchecoslováquia para esmagar a "primavera de Praga", marco histórico das rebeliões que já abalavam o território dominado pelo stalinismo e seus governos na Europa Oriental. O proletariado e a juventude dos Estados não capitalistas ocuparam o centro do palco na luta contra o domínio dos usurpadores que governavam em seu nome. Finalmente, quando o ano se aproximava ao seu fim, a polícia e o exército mexicanos reprimiram violentamente uma enorme concentração estudantil, assassinando dezenas de companheiros no massacre da Praça de Tlatelolco.

Esses são os fatos mais conhecidos. Deve lembrar-se também que o proletariado uruguaio se levantava contra o governo, criando uma situação revolucionária. Na Bolívia, a guerrilha de Inti Peredo lutava, depois do assassinato do Che em outubro de 1967, contra a agônica ditadura do general Barrientos. No Brasil, os estudantes se mobilizavam contra a ditadura ocupando as ruas; na Argentina, começavam as greves que culminariam, em maio de 1969, no cordobazo; em El Salvador uma greve geral de professores fazia tremer o país. E isto só para ficar perto das nossas fronteiras, pois na Itália, na Espanha, na Inglaterra, na Alemanha, na Polônia, no Japão, a revolta dos estudantes, as greves e a radicalização política traçavam seu próprio caminho.

Em 1968, os estudantes japoneses fizeram uma marcha de 1200 km, de Tóquio ao porto de Sasebo, para se opor à escala técnica do porta-aviões Enterprise (da Marinha dos EUA, a caminho para a guerra no Vietnã) e ao governo Sato. A solidariedade popular com os estudantes foi enorme. Em 1969, a luta nas universidades cresceu, chegando a impedir durante um ano o funcionamento da Universidade de Tóquio. O governo lançou uma campanha repressiva, com retenção de salário de docentes e funcionários, expulsão de estudantes e redução do número de universidades públicas. Na China, chegava-se ao ponto mais alto da "revolução cultural”, expresso na chamada “Comuna de Xangai”. 1968, como se vê, não foi um happening contra a "sociedade de consumo".

A rebelião mundial marcou a quebra dos equilíbrios políticos e econômicos montados durante o fim da Segunda Guerra Mundial. Pela primeira vez, no pós-guerra, apareciam no primeiro plano as massas exploradas, em uma revolta "global", que abalava os pilares da ordem estabelecida em meados da década de 1940 pelos acordos entre o imperialismo e os burocratas do Kremlin, nas conferências de Ialta e Potsdam.

Paris e Praga não só minaram a "coexistência pacífica" entre burocratas e exploradores, mas também enterraram a teoria, então dominante na intelectualidade de esquerda, acerca da irremediável "integração" do proletariado na sociedade existente. Em 1968, a idéia da quebra definitiva das possibilidades revolucionárias históricas da classe operária mundial sofreu uma derrota que modificou a linha de ação do imperialismo mundial nas décadas ulteriores. O ciclo de revoluções, iniciado em 1968, só veio a se fechar, provisoriamente, com a derrota da revolução portuguesa, em 1975, e da revolução sandinista e do levantamento da Polônia, em inícios da década de 1980.

1968 demonstrou o caráter mundial da luta de classes, reflexo da própria natureza do modo de produção capitalista. O “ano revolucionário” foi preparado por todas as contradições da ordem mundial montada no pós-guerra. Em 1968 se evidenciou a falência da arquitetura econômica internacional capitalista. Os gastos da guerra do Vietnã, os da reconstrução européia, os recursos que requeria o deslocamento sem fronteiras das tropas norte-americanas, tinham dizimado as reservas de ouro norte-americanas, sobre as quais repousava a estrutura do comércio e do fluxo financeiro mundial. Abriu-se então a perspectiva de uma desvalorização do dólar (e do restante das moedas, que o reconheciam como meio de troca universal) e da fratura dos intercâmbios econômicos internacionais.

O governo norte-americano teve que apelar nesse ano a medidas parciais de desvalorização do dólar, que se transformariam na declaração de não-conversibilidade da “moeda universal”, em 1971. Esse declínio econômico, já evidente no final da década de 1960, explodiria na década seguinte com a primeira crise econômica general do pós-guerra. Estava terminada a situação de "prosperidade" econômica que veio com a reconstrução do pós-guerra, "prosperidade" que os adoradores do capitalismo apresentavam como eterna. Desde finais dos anos sessenta, após vinte anos de crescimento eufórico, o sistema capitalista voltava a ver de frente um pesadelo que parecia haver passado a história plasmada em imagens amareladas: a crise geral.

Os trabalhadores que hoje enfrentam a crise não têm, talvez, a experiência dos seus antepassados, porém também não estão imersos na desmoralização. A formidável reação, que desde 1968-69 tem oposto a classe operária às manifestações da crise, significa que a burguesia não está em condições para impor a única saída que é capaz de dar à crise, um novo holocausto mundial. Primeiramente teria de vencer a classe operária mundial. Desde finais da década de 1960, o aumento impressionante da venda de armas de guerra se integra ao reforço geral e sistemático dos dispositivos de repressão, de luta contra a "subversão terrorista" por parte dos estados capitalistas, ao mesmo tempo em que procura instituir toda uma série de meios de enquadramento do proletariado e de desvio de suas lutas. Porque contra uma combatividade operária em plena renovação, a burguesia não pode opor, sem cada vez com maiores dificuldades, a simples repressão aberta que faz com que corra o risco de unificar as lutas em vez de dissipá-las.

Certamente, a realidade atual não está só determinada pelo despertar do proletariado nos finais dos anos 1960, após quase meio século de contra-revolução. O desmoronamento dos países "socialistas" no final dos anos 1980 provocou um profundo retrocesso na consciência e na combatividade da classe operária. O peso desse retrocesso se manifesta ainda hoje através das dificuldades que tem o proletariado para desenvolver seus combates de classe e reencontrar o caminho de uma perspectiva revolucionária, obstruída pela burguesia com sua sufocante campanha acerca da «morte do comunismo». Entretanto, este retrocesso do proletariado não tem colocado em questão de maneira alguma o curso histórico do enfrentamento de classes aberto pela onda de lutas de finais dos anos 1960: o futuro continua nas mãos do proletariado. É precisamente porque a luta de classes é um pesadelo permanente para a burguesia que esta lança incessantes campanhas ideológicas e manobras políticas para impedir o gigante proletário de irromper novamente no cenário histórico.

A crise presente do capital vem acompanhada por uma nova etapa de lutas operárias e nacionais, que têm como principal protagonista a nova geração de lutadores. A crise capitalista é uma oportunidade extraordinária para a formação política. O desenvolvimento da atual crise, e mais ainda seu desfecho, será determinado pela luta de classes, e não por pretensas elucubrações teóricas que ignoram o caráter mundial da crise, e pré-determinam o fracasso inevitável da luta. Para esta luta é necessário um programa que organize e oriente os combates locais em direção de uma luta política aberta contra a burguesia e seu Estado.

O fio da história se embaralha, mas não se corta: trata-se de completar a tarefa que, há quatro décadas, iniciaram o maio francês, o “cordobazo” argentino, a primavera de Praga, a Praça de Tlatelolco de México e a guerra nacional e social do povo vietnamita, apoiada pelos operários e a juventude da Europa e dos Estados Unidos. 1968 vive, não como um álbum de lembranças de “transgressões” hoje ultrapassadas, mas como ponto de partida e de inspiração da luta socialista de nossos dias.

Osvaldo Coggiola, professor do curso de História da USP

O ELAC NÃO FAVORECE O AVANÇO DA ESQUERDA SOCIALISTA

A proposta do ELAC não ajuda a luta dos trabalhadores e dos povos latino-americanosNós, que assinamos esta declaração, já manifestamos em várias oportunidades que consideramos um erro da direção que hoje hegemoniza a CONLUTAS a iniciativa de realizar, após o Congresso da entidade (julho de 2008), uma reunião de sindicalistas latino-americanos, denominada Encontro Latino Americano e do Caribe (ELAC).A forma como foi concebido e convocado esse evento não possibilita que qualquer passo para somar forças e avançar na direção da necesária unificação da vanguarda sindical brasileira seja dado. Acreditamos que este Encontro está muito distante de ajudar na organização da luta dos trabalhadores e povos latino-americanos e, pelo contrário, põe a CONLUTAS do lado de setores que, em nome da pureza socialista, fazem o jogo de interesses da direita.Isto porque os objetivos que o PSTU (corrente que tem maioria no CONLUTAS) tem proposto ao ELAC vão na contramão dos processos mais avançados das lutas e dos movimentos antiimperialistas que ocorrem na América Latina.Desde o fim dos anos 1990, nosso continente inquietou-se com as lutas populares, democráticas e antiimperialistas que fizeram retroceder a política do de dominação que pretendia impôr a ALCA. Nos países onde a luta foi mais aguda, surgiram novos governos que se contrapõem ao Imperialismo e que romperam com a agenda neoliberal; na Bolívia, no Equador e na Venezuela avançou-se com processos de novas Assembléias Constituintes e nacionalizações de empresas. A única orientação possível para os trabalhadores é a de estar do lado dos governos para resistir aos ataques sistemáticos que fazem a direita e o imperialismo, buscando desgastá-los e derrubá-los e apoiar suas medidas progressivas, mantendo a independência e demonstrando quando existem incoerências.Mas para os organizadores, segundo a primeira declaração do ELAC, a política é outra. Todos os governos da América Latina estão a serviço do imperialismo. Dizem que “todos os países estão submetidos ao imperialismo” sem ver as gritantes diferenças que existem entre os processos venezuelano, boliviano e equatoriano e os demais. Pretendem fazer do ELAC uma “coordenação dos trabalhadores latino-americanos, que lute contra as políticas neoliberais do imperialismo no continente”, mas ignoram os enfrentamentos reais que ocorrem na América Latina e que tem colocado de um lado o imperialismo, as classes dominantes, os governos lacaios e de outro estes governos particualrmente o da Venezuela especialemente, quando tomam medidas de nacionalizações.Foi assim quando Chávez não renovou a concessão da televisão RCTV (a Rede Globo Venezuelana) , cúmplice da direita e do golpe de Estado organizado pelos EUA em 2002, avançando na nacionalização dos meios de comunicação. Nesta oportunidade uma campanha internacional foi organizada para denunciar a não renovação e a Rede Globo brasileira foi o instrumento local desta campanha. O PSTU esteve do mesmo lado que a Rede Globo, contra a medida de Chávez. A CONLUTAS não se pronunciou sobre este fato de enorme importância, ou seja, seu silêncio seguiu os passos da reação.Na campanha do Referendo para aprovar a nova Constituição Venezuelana, um novo movimento contrário foi desencadeado pela direita e o imperialismo. O PSTU, mais uma vez, fez parte da posição reacionária. Apoiou as mobilizações dos estudantes direitistas, considerando- o um movimento democrático por princípio. Este fato foi tão grave que o renomado intelectual James Petras, que apoiou o PSTU por muito tempo e esteve na fundação da CONLUTAS, rompeu publicamente e denunciou o apoio financeiro da direita aos estudantes venezuelanos.A justificativa para esta política pode ser econtrada na primeira convocatória para o ELAC, redigida pelo PSTU. Nela é sustentado o argumento de que o governo Chávez, cada vez mais, enfrenta e reprime os trabalhadores. Essa afirmação é feita quando ocorreu a nacionalização da SIDOR, em 1º de maio de 2008, uma das maiores siderúrgicas da América Latiana (que tem capitais argentinos, italianos e, inclusive, brasileiros através da USIMINAS). Os venezuelanos comemoraram uma vitória histórica sobre o capital internacional, alcançada graças à luta dos trabalhadores e a política adotada pelo governo Chávez. Toda imprensa internacional combateu, com todo o rancor e o ódio de classes que lhe são típicos, esta nacionalização feita pelo governo Chávez.A única posição correta que os trabalhadores brasileiros podem adotar é a de apoiar o processo de nacionalização da SIDOR, e a forma como estão levando o processo adiante os trabalhadores sidorianos e o governo bolivariano. Da mesma forma, temos que apoiar as nacionalizações que acontecem na Venezuela, na Bolívia e no Equador, que é o oposto do que ocorre nosso país onde, infelizmente, se aprofunda a desnacionalização sem que os trabalhadores e o povo possam impedir.Na política não existe o vazio! Quando nosso continente vive uma luta política acirrada é impossível não ter lado. Quem não se posiciona frente às lutas concretas contra o imperialismo, termina caindo do lado oposto, como tem acontecido com o PSTU. Quem não se pronuncia nestas lutas cruciais e formula generalidades para marcar posição, como a nacionalização sem indenização ou o não pagamento da dívida, e pretende que essas sejam palavras de ordem para coordenar a luta na América, termina fazendo o coro com a burguesia.Além destas diferenças substanciais sobre a situação latino-americana temos diferenças sobre o papel da CONLUTAS. A CONLUTAS, no nosso entendimento, é um instrumento amplo e de massas e não de um único partido. A realização do encontro internacional da LIT (organização internacional do PSTU) dois dias depois do ELAC, na mesma cidade, demonstra exatamente essa política de transformar instrumentos legítimos de amplos setores em aparato a serviço da política de um partido que, como temos visto, caracteriza- se por ser contra o processo bolivariano. Não aceitamos um encontro cuja essência é por-se contra o processo bolivariano, posicionando- se objetivamente do lado da reação e do imperialismo. A política do CONLUTAS de criar uma pseudo-unidade internacional pode mesmo é estar criando uma precoce divisão nacional. O ELAC é uma imposição inoportuna diante de um momento tão importante que estamos vivenciando na CONLUTAS, que deveria e poderia sair mais fortalecida de seu I Congresso Nacional, não se desviando de sua tarefa principal que é buscar construir a reorganização do movimento sindical brasileiro e aproveitar os ventos favoráveis que se abrem na unidade com a INTERSINDICAL.Estas são as razões pelas quais nos pronunciamos contra o Encontro tal como tem sido concebido e como está sendo executado.AssinamMTL, Poder Popular (PSOL), MAS(CCLCP), MES(PSOL) , MES-CEDSS/PARÁ(MARABÁ)

BLAGGER VENCEU, MAS MARINA NÃO PERDEU QUEM PERDEU FORAM OS IMBECIS QUE QUEREM CONTINUAR DESTRUINDO O PLANETA. QE MORRAM ELES PRIMEIRO TAPEM O BURACO

CARTA DE FREI BETO A MARINA DA SILVA
Querida Marina FREI BETTOCaíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade. Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias. Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária. Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004. Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta. É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados. Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos. Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso". Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé. Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum. Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?" Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito. ________________________________________CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano,

A LUTA CONTINUA CAMARADAS; A GUERRA APENAS COMEÇOU

TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DECIDEM SUSPENDER A GREVE, MAS NÃO A LUTA!
Data de Publicação: 28-05-2008 Após 41 dias em greve, os trabalhadores em educação pública do Pará, resolveram nesta manhã, 04 de junho, suspender a greve na Rede Pública de Educação do Estado. Esta decisão foi fruto de uma ampla avaliação feita pelo movimento, que sempre buscou a saída negociada da greve, que foi deflagrada como último recurso para se tentar um reajuste digno aos trabalhadores em educação do estado, que amargam uma perda histórica sem precedentes no poder aquisitivo de seus salários. Muitos foram os artifícios usados pelo governo (violência policial, ameaça de desconto, ameaça de demissão, perseguição de diretores) para por fim a greve, Até ação na justiça para criminalizar o movimento, fato inédito em no estado. Tudo isso feito por um governo que se diz democrático, Porém, a categoria não se dobrou e mostrou dignidade e disposição de luta.A greve foi suspensa, mas a luta continua. Este governo não terá um minuto de trégua, pois a categoria, junto com a comunidade, vai estar alerta e exigir, inclusive na Justiça ações concretas para melhorar as condições de precariedade das escolas.Decidimos também que só haverá reposição de aulas se não houver descontos e não vamos assinar nenhum acordo de reajuste salarial, pois rejeitamos o que foi apresentado pelo governo.

domingo, 1 de junho de 2008

FORA ANA JULIA FORA JADER BARBALHO

EDUCADORES SOCIALISTAS DO SUL E SUDESTE DO PARÁ
A libélula, os lobos, os cordeiros, os pitbulls e o direito de manifestação
O ato em duas cenas ou duas cenas de um ato
“Meu Deus eles estão batendo nos coitados dos professores ”, “ Meu Deus que barbárie “. Não, não, não, não pode ser que loucura meu Deus..”(Populares)
Que decepção Ana Julia, que decepção... E lembrar que a bem pouco tempo atrás você governadora Ana Julia, gritava palavras de ordem contra os governos ditatoriais que oprimiram o povo paraense por décadas consecutivas. E os educadores lá, lado a lado com você.
Sim governadora Ana Julia, os educadores oprimidos que você preteriu logo de cara no inicio de seu governo, em nome de uma governabilidade nefasta, você deixou os Tucanos dar a linha na já fragilizada e combalida Educação que eles gestaram por 12 longos anos. E você governadora mesmo assim os prestigiou e ainda os prestigia em nome de uma governabilidade medonha.
Nós governadora, os educadores do dia -a- dia de sala de aula, não somos o inimigo. Nós não queremos o que os Tucanos querem nos dar. Nós queremos o que é nosso. Dignidade, respeito, condições de trabalho, saúde, moradia e melhores condições salariais.
Nós não queremos as balas de borrachas e a violação dos Direitos Humanos que os Professores Pedro Maia, Emilia poça, Abel, o Manuelzinho e muitos outros mais receberam. Nós não queremos ser mais afrontados pelo seu boneco de Harvard e seu assessor Jorge panzéra, que é uma vergonha para a classe, pela ‘história’ que teve na UNE. Mas o que importa. Eles desconhecem os problemas dos EDUCADORES, estavam prá fora, estão por fora. Ele e o PUTY. Esses lobos capitalistas em pele de cordeiros.
Seus pitbulls governadora mereceram os 60% escalonado de aumento que a senhora deu a eles. São fieis ao dono. Dilaceram sem terras, sem tetos, sem perspectivas, Educadores, os problemas e as mazelas sociais com um atiçar seu. Lembre-se eles são seus. Nós nunca mais seremos.
Coordenação dos educadores Socialistas do Sul e sudeste do Pará (CDESS/PA )Ligada ao Movimento de Esquerda Socialista (MES / MARABÁ)